Em Março de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a pandemia da COVID-19. Medidas de confinamento foram implementadas em vários países ao redor do mundo com o objetivo de conter a propagação do vírus. Grande parte da população mundial foi obrigada a utilizar a rede de Internet doméstica para trabalho, educação e outras atividades, o que causou uma drástica mudança na rotina das pessoas e consequentemente, alteraram os padrões de tráfego das redes residenciais. Essa dissertação tem o objetivo de estudar as mudanças ocorridas em decorrência da pandemia da COVID-19 nos padrões de tráfego das redes residenciais. Analisamos o tráfego de várias residências espalhadas em 15 cidades no estado do Rio de Janeiro por vários meses durante anos de 2020, 2021 e 2022. Utilizamos informações de tráfego residencial fornecidas por um Provedor de Serviços de Internet (ISP) de médio porte (Gigalink) para comparar o tráfego antes e depois do início da quarentena em 15 cidades do estado do Rio de Janeiro. Aplicamos decomposição tensorial, clusterização e classificação para identificar os perfis de tráfego residencial. Descobrimos que 20% das residências mudaram seus perfis diários imediatamente após o confinamento. Também comparamos os perfis de tráfego com os dados de mobilidade do Google. Nossos resultados indicam que é possível inferir a adesão das populações das cidades às medidas de confinamento usando métricas de tráfego simples, que não comprometem a privacidade dos usuários.